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10/02/2010 GUIAGEM AUTOMÁTICA – UMA REALIDADE BRASILEIRA
Atualmente existe uma demanda não-atendida de sistema de transporte de média capacidade (15 a 30 mil passageiros/hora/sentido). Particularmente no Brasil, onde mais de 70 cidades possuem uma população acima de 350 mil habitantes, uma solução de transporte desse tipo é de extrema importância para atender as necessidades de mobilidade da população (1).
Dentro deste contexto, o sistema de Guiagem Automática (2) desenvolvido pela COMPSIS com o apoio da Finep (3) é uma das tecnologias essenciais para a implementação dos corredores expressos de ônibus (também conhecido por BRT – (Bus Rapid Transit).
O programa tecnológico foi desenvolvido e testado em via pública, o que resultou no domínio da Guiagem Automática, incluindo o sensoriamento (magnético e óptico), controle computacional, atuador de direção e segurança funcional. O know how do adquirido proporcionou, ainda, o desenvolvimento de uma linha produtos de alta tecnologia para o monitoramento e controle de veículos automotivos.
Com a tecnologia de Guiagem Automática os ônibus podem se guiar automaticamente em uma trilha virtual, similar ao metrô. A trilha virtual é uma fileira uniforme de ímãs permanentes instalados abaixo da superfície da via ou uma faixa pintada na via. São instalados no veículo sensores especiais que fazem a leitura dessa trilha magnética ou a faixa pintada na via. Um computador de bordo baseado nessa leitura controla a direção do veículo. O condutor continua presente no veículo, passando a cuidar apenas da velocidade (aceleração e frenagem), deixando a função de dirigir o ônibus por conta da Guiagem Automática.
A Guiagem Automática permite que a manobra de acostamento do ônibus na plataforma de parada seja feita de forma extremamente precisa e repetitiva. Pode-se programar o sistema para que o espaçamento entre as laterais do veículo e a plataforma seja da ordem de centímetros, dependendo das características da carroceria e da plataforma. O acostamento preciso (desvios menores que 1cm) e o nivelamento da altura da plataforma associado à utilização de ônibus de piso baixo (low-floor) permitem que o embarque e o desembarque dos passageiros seja feito de forma ágil e confortável, facilitando, inclusive, o acesso aos portadores de deficiências visual e motora.
A rapidez no embarque e desembarque dos passageiros e o menor tempo necessário para as manobras de acostamento e partida das paradas permitem aumentar significativamente a capacidade operacional de um corredor.
Outro fator que deve ser considerado na utilização da Guiagem Automática é a capacidade de seguir uma rota pré-definida com desvios laterais muito pequenos, inferiores a 5cm ao longo do trajeto entre as estações. Isso permite que a largura da pista de rolamento do corredor seja a largura do ônibus (aproximadamente 255cm) mais uma pequena folga em ambos os lados.
O estreitamento dos corredores permitirá um melhor aproveitamento do viário além de reduções nos custos de desapropriações e pavimentação. Deve-se salientar ainda que o tráfego contínuo em vias estreitas causa acúmulo de estresse no motorista do ônibus.
Fontes :
(1) www.ntu.org.br
(2) http://www.path.berkeley.edu/PATH/Publications/PDF/PRR/2007/PRR-2007-21.pdf
(3) http://www.finep.gov.br/
(4) http://en.wikipedia.org/wiki/Bus_rapid_transit
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